terça-feira, 2 de outubro de 2012

CORDEIRO: COMPROMISSO VERDADEIRO COM A CONSTRUÇÃO CIVIL



Ao longo de minha vida profissional fui ambulante e, depois, operário da construção civil, na função de eletricista. Sempre lutei pela categoria e fui vice-presidente do Sindicato da Construção Civil até 2008, quando fui eleito vereador. Nesse período a categoria conquistou o reconhecimento do seu Sindicato, após uma luta de 11 anos. Dentre outras conquistas cito o tíquete alimentação com ganho real, a folga no dia 25 de outubro (Dia da Construção Civil) e o Plano de Cargos para todos os operários.
Participei ativamente do movimento ‘Pró-Angra 3’, que culminou com a liberação da construção de Angra III e com o aumento da oferta de empregos no setor. Defendo a construção de Angra III porque acredito na energia nuclear como uma fonte necessária para suprir a demanda de energia e creio que a alta tecnologia que acompanha o setor é fundamental para a fabricação de combustível genuinamente brasileiro e para o desenvolvimento de equipamentos tecnologicamente revolucionários para a saúde dos brasileiros, como tomógrafos, ultra-sons, etc.
Na área da construção civil, em 2011 Angra dos Reis ficou com a segunda posição na geração de empregos (1.616 novas vagas).
No primeiro trimestre de 2012, a construção civil foi quem mais contratou no Estado do Rio: foram criadas 17.443 novas vagas no período. No entanto, a região Sul Fluminense não acompanhou esse crescimento, gerando apenas 600 empregos, resultado 80% menor do que o apresentado em 2011. Isso é preocupante, principalmente considerando que a dispensa de trabalhadores na Construção Civil em Angra dos Reis, no período, chegou a 959.
Apesar desses dados, os operários de Angra conseguiram fechar o primeiro semestre de 2012 com muitas conquistas, como o pagamento da Participação de Lucros e Resultados em março, pela Andrade Gutierrez, e o aumento do piso dos trabalhadores da empresa, em algumas funções no percentual de 49%, o maior já conquistado no país. Os trabalhadores da Companhia Norberto Odebrecht (CNO) também conseguiram um aumento que varia entre 17 e 25% de ganho real nos contracheques, e os da empresa Marte Engenharia conquistaram o direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR).
Os trabalhadores da Construção Leve, por sua vez, conseguiram 65% de aumento no valor do ticket-alimentação para empresas que não oferecem o serviço aos funcionários. Agora, é lutar para conseguir abrir novos postos de trabalho e, como sempre, estarei ao lado dos operários, sendo minha maior briga a qualificação dos profissionais da construção, para que a nossa mão-de-obra seja plenamente aproveitada. Representar as demandas da categoria na Câmara de Vereadores significa assumir o compromisso verdadeiro na defesa dos direitos dos trabalhadores da indústria da construção e na fiscalização das ações das empresas em funcionamento na cidade. Quero continuar minha luta pela categoria e, para isto, preciso e peço o seu apoio.

 CORDEIRO LUTA PARA REGULAMENTAR  PROFISSÃO DE MARINHEIRO
 Comecei minha vida profissional na informalidade, como vendedor ambulante, e as adversidades que enfrentei me tornaram sensível à causa dos profissionais não regulamentados, a exemplo dos condutores de esporte e recreio (marinheiros particulares) que, como meus companheiros, não se intimidam diante das dificuldades.
Cerca de sete mil marinheiros em Angra dos Reis são contratados como “empregados domésticos”, “motoristas” ou “caseiros”. Tenho me dedicado integralmente à valorização destas categorias e diante deste quadro alarmante, providenciei a articulação política com o Deputado Federal Jilmar Tato (PT/SP) e com o Sindicato das Marinas do Estado do Rio de Janeiro visando regulamentar a profissão, utilizando posteriormente os recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para melhor qualificar os profissionais. As discussões estão caminhando e estou atento a toda movimentação na Câmara Federal.
É preciso ficar claro que as questões relativas à pesca e à aquicultura ultrapassam a cultura do pescado e põem em evidência todos os trabalhadores que tiram seu sustento do mar de Angra dos Reis, dentre eles os marinheiros.


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